Morbid: The Lords of Ire mistura soulslike com ARPG e... | Game Overdrive
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Morbid: The Lords of Ire mistura soulslike com ARPG e tem personalidade própria – Review

Não tinha muitas expectativas ao iniciar Morbid – The Lords of Ire , mas o game foi me cativando a cada área explorada, monstruosidade...

Por Deco Campos há 2 anos
Nota
N/A

Vale a pena?

Não tinha muitas expectativas ao iniciar Morbid – The Lords of Ire , mas o game foi me cativando a cada área explorada, monstruosidade...

Não tinha muitas expectativas ao iniciar Morbid – The Lords of Ire, mas o game foi me cativando a cada área explorada, monstruosidade descoberta e a experiência se provou surpreendente ao final do game.

O mesmo deve acontecer com você ao dar uma chance para este game de grande personalidade, desenvolvido pela Still Running, da produtora Merge Games – mesmo com um problema que considero grave (explico mais à frente).

Morbid – The Lords of Ire é um ARPG (RPG de ação) soulslike em 3D que tem personalidade própria ao apostar em um conceito de arte gótico, que salta aos olhos com detalhes gore e inimigos bem desenhados para o gênero.

O jogo é uma sequência direta de Morbid: The Sven Acolytes: após a derrocada dos Gahars e um período adormecido, os inimigos retornam para dominar a cinco regiões que são guardadas por facções e seu Lord. Eis que ressurge a heroína Striver de Dibrom para acabar com o domínio das trevas e restaurar a lucidez a esse mundo.  

Os gráficos de Morbid: The Lords Of Ire

Joguei o game no Xbox Series S – que foi desenvolvido e está otimizado na Unreal Engine, com uma performance competente, sem ter demonstrado sobressaltos causados por quedas de frame durante toda a minha experiência.

Em relação ao visual, apesar de os gráficos serem aquém aos comparados à atual geração de consoles e de PC gamers (e até mesmo para a anterior), a direção de arte do jogo acerta em cheio em proporcionar cenários inóspitos em um ambiente focado “Splatter”, que salta aos olhos quando notamos a presença da violência que a narrativa exige.

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Imagem: Game Overdose/André Campos

O estilo visual torna a exploração, a luta e a caça às monstruosidades ainda mais divertidas. Essas atividades ajudam o jogador a completar um \”bestiário\”, uma das tarefas atribuídas por um dos personagens do jogo, que incentiva a exploração dos mundos para conhecê-los. Foi divertido, e nem a falta de um mapa me atrapalhou!

É um exemplo perfeito de como o conceito artístico pode superar a falta de investimento em gráficos mais realistas, na tentativa de criar um mundo imersivo e divertido!

Às armas, companheiros!

O sistema de combate de Morbid é onde o jogo diz a que realmente veio. O enfrentamento dos inimigos ocorrem com modelo já conhecido do gênero soulslike: você tem as opções de desviar, rolamento, aparar e defletir os ataques e cada uma dessas escolhas combativas vão te propiciar vantagens ou prejuízos.

É um game que depende de estratégia, da escolha de como enfrentar seus opositores – horripilantes e nojentos, mas com um aspecto gracioso, graças (de novo) à direção de arte do jogo, a qual me rendi!

Os inimigos mais fracos podem ser chatos e persistentes caso você não escolha a estratégia correta e os mais fortes (como chefes e subchefes) podem lhe dar cabo rapidamente em qualquer erro que se mostre fatal.

Você pode levar consigo duas armas – a espada de Dibrom, com a qual você começa a jornada e outras você pode encontrar durante o game. E muitas foram as vezes em que alternava de armas para causar mais dano ao inimigo e levar a sua barra de postura a zero!

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Imagem: Game Overdose/André Campos

São armas de alcance curto, médio e longo. Cada uma delas podem ser equipadas com runas – o peso delas influencia apenas no espaço para runas. As leves podem equipar mais, outras, menos.

As runas vão potencializar alguns atributos, em virtude de outras desvantagens, como, por exemplo, mais dano e menor agilidade, mais impacto, menor velocidade. Fazer uma build com armas certas é essencial para ter sucesso ou falhar.

O meu estilo foi privilegiar agilidade e velocidade, uma vez que no game é primordial acabar com a barra de postura do inimigo, leva-lo ao chão e conseguir um ataque crítico. Do contrário, na minha jornada e com a estratégia que escolhi, eles se tornaram muito resistentes para uma bata comum.

Outro destaque é que, defletir com os dois gatilhos superiores traseiros do controle, no momento certo, lhe proporciona um ataque crítico ao apertar logo depois o RB, você pode tirar bastante da barra de vida do inimigo.

Mantenha (ou não) a sua sanidade!

A maneira que você encara a batalha também é primordial! A presença da mecânica de Insanidade/Lucidez no game é uma espécie de advertência toda vez que você inicia um confronto.

Ao escolher ser mais agressivo e levar mais “pancada”, seu medidor de insanidade logo começa a se preencher, transformando o mundo em sua volta. O consumo dos itens de recuperação de vida ainda agravam o problema – e, ao destruir o inimigo, seu espectro ressurge (mais fraco), mas pode lhe causar grandes problemas.

A mudança de cor de ambiente é um dos sintomas, saindo do natural daquele cenário e ganhando tom roxo, com aspecto ainda mais gore.

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Imagem: Game Overdose/André Campos

Por isso, mantenha a sua sanidade ou não: depende de você! Por ser mais agressivo que fui, aprendi a lidar bem com o sistema, me entregando à insanidade, mesmo muitas vezes me vendo em apuros.

A dificuldade em Morbid: The Lords Of Ire

Aqui, me deparei com o primeiro problema do jogo. Por mais que seja um game cheio de personalidade, é no sistema de dificuldade (que gera muita curiosidade pela comunidade soulslike em jogos do gênero) que Morbid sofre com a crise existencial.

Há áreas que variam de facilidade, algumas são acessíveis, enquanto outras são extremamente desafiadoras. Talvez por combinar elementos de diferentes gêneros, como ARPG e Soulslike, o jogo não consegue estabelecer uma identidade clara.

Além disso, os confrontos em áreas, que bloqueiam o avanço do jogador até que todos os inimigos sejam derrotados, são mais desafiadores do que as batalhas contra os chefes, o que pode ser frustrante.

Esse desequilíbrio atrapalha um pouco a experiência – mas não foi o bastante para me demover de ir até o fim!

Exploração vale pelas monstruosidades, porém…

A exploração só é válida para encontrar regiões em que há monstruosidades e bosses diferentes. De outra maneira, se você quiser sair para encontrar loots que facilitarão sua jornada, será uma jornada infrutífera.

O jogo não contém tantos itens espalhados por aí – e a falta de alguns deles, como os itens de efeitos de arma (fogo, eletricidade, gelo, entre outros) são bem escassos e poderiam estar mais presentes em áreas importantes e difíceis. Senti falta um bocado deles!

O inventário do jogo é um pouco confuso e problemático de ser acessado. Trocas de armas e itens importantes para a sobrevivência podem ser feitas com as setas do controle, mas senti que faltavam atalhos para aqueles itens de efeito em armas.

Falta de localização prejudica Morbid

Não há localização para o português brasileiro. É uma pena – isso pode afastar jogadores que queiram se aventurar em Morbid: The Lords Of Ire.

Aqui, para mim, está o grande porém! Em uma época em que diversos games estão sendo localizados para os gamers brasileiros, é triste ver que o mercado nacional ser excluído. Esperamos que a desenvolvedora e a distribuidora corrijam isso no futuro!

Mesmo que os diálogos sejam feitos em caixa de textos com legendas, isso pode afetar bastante: é frustrante ainda perceber que o game tem localização para quatro línguas e nenhuma delas é PT-BR (e nem para o português de Portugal).

Veredito

Prós

  • Conceito de arte cativante
  • Mundo imersivo
  • Combate tem pontos positivos
  • Sistema de Lucidez/Insanidade

Contras

  • Inventário é confuso e problemático
  • Poucos itens fundamentais para combate e sobrevivência
  • Dificuldade desbalanceada
  • Não está localizado para o português

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