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Quem foi Guerrinha? Jornalista esportivo morreu aos 70 anos em Porto Alegre

Adroaldo Guerra Filho, comentarista da Rádio Gaúcha, morreu nesta quarta (28) após infecção pulmonar; relembre carreira, família e ligação com o Inter

Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu aos 70 anos em Porto Alegre.
Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu aos 70 anos em Porto Alegre.
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Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28 de outubro de 2026), aos 70 anos, em Porto Alegre. Comentarista da Rádio Gaúcha e integrante do programa Sala de Redação, ele se tornou um dos nomes mais reconhecidos do jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul, especialmente por suas análises de futebol e pelo humor com que comentava o Gre-Nal.

A morte foi confirmada pelo Grupo RBS. Guerrinha estava internado desde domingo (25) no Instituto de Cardiologia, na capital gaúcha, após apresentar uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, passou por jornais, rádio e televisão.

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Quem foi Guerrinha?

Guerrinha era o apelido do jornalista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido por sua atuação na imprensa gaúcha, sobretudo no Grupo RBS. Participou de programas de debates, cobriu a rotina de Internacional e Grêmio e escreveu colunas nos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho.

Filho do radialista Adroaldo Guerra, chamado de Vovô Guerra por apresentar um programa infantil, cresceu próximo ao universo do rádio. Curiosamente, sua entrada no jornalismo ocorreu por outra paixão familiar: o turfe, modalidade de corridas de cavalos que acompanhava desde a infância.

Qual foi a causa da morte de Guerrinha?

Segundo informações divulgadas pelo Grupo RBS e publicadas pelo GZH, Guerrinha morreu após uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Ele estava internado desde 25 de outubro no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, e morreu na madrugada do dia 28.

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O comunicado conhecido até a manhã desta quarta-feira não detalhou outros diagnósticos. Por isso, não é adequado atribuir a morte a uma condição específica diferente daquela informada oficialmente.

Como Guerrinha começou no jornalismo?

Na década de 1970, enquanto estudava Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Adroaldo começou a escrever sobre corridas de cavalos. Trabalhou no extinto Jornal Hoje e depois passou por Folha da Manhã e Correio do Povo, acompanhando o movimento dos hipódromos.

Em 1983, voltou ao Grupo RBS para cobrir turfe em Zero Hora. Com a redução do espaço dedicado à modalidade, passou a trabalhar com futebol na década de 1990 e se aproximou do cotidiano do Internacional. Também exerceu funções como repórter, editor de esportes e colunista.

Quando o Diário Gaúcho estreou, em abril de 2000, Guerrinha assumiu a coluna Guerra Total. Nela, analisava o futebol gaúcho com perguntas provocativas e comentários bem-humorados, elementos que se tornaram marcas de seu trabalho.

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Guerrinha na Rádio Gaúcha e no Sala de Redação

A passagem definitiva para o microfone ocorreu em 1999, quando participou do programa Falcão na Gaúcha, comandado com o ex-jogador Paulo Roberto Falcão. Na televisão, integrou o Lance Final, atração de debates esportivos da RBS TV.

Em 2004, foi convidado para substituir temporariamente Kenny Braga no Sala de Redação, da Rádio Gaúcha. A participação virou presença permanente. O comentarista ficou conhecido por apresentar críticas, ironias e observações rápidas sobre treinadores, dirigentes e jogadores, sem esconder a torcida pelo Inter.

O que era o Paredão do Guerrinha?

Lançado em 2014, o Paredão do Guerrinha era um programa de entrevistas no qual o jornalista recebia personagens do esporte em conversas mais longas. A atração também ganhou formato de podcast. Em 2024, comemorou dez anos de existência com uma edição que contou com o ex-jogador Dunga, primeiro entrevistado do projeto.

Guerrinha era torcedor de qual time?

Guerrinha era torcedor declarado do Internacional. A preferência pelo clube colorado tornou-se pública em suas aparições na televisão, mas não o impediu de conquistar ouvintes também entre gremistas. Seu jeito de comentar o futebol gaúcho ia além da rivalidade entre as torcidas.

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Em uma homenagem publicada em 28 de outubro, o Internacional relembrou que o comunicador deu voz ao texto Não me acordem, de Luis Fernando Verissimo, escrito em celebração ao título mundial conquistado pelo clube em 2006. Também participou do espetáculo Os Protagonistas, realizado para marcar a reinauguração do Beira-Rio.

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Quais eram as frases mais conhecidas de Guerrinha?

Uma das mais lembradas era a chamada Lei Guerrinha, expressão usada para ironizar alterações desnecessárias feitas por técnicos quando uma equipe já estava funcionando: “Se algo deu certo, então tem que mudar”.

Outro exemplo de seu humor era a brincadeira “Se beleza fosse crime, eu seria inocente”. O repertório de frases curtas e comparações inesperadas ajudou a definir seu estilo no rádio e na televisão.

Guerrinha deixou esposa e filhos?

Sim. De acordo com a nota de pesar do Grupo RBS, reproduzida pela Rádio Itatiaia, Guerrinha deixou a esposa Kathia, as filhas Michelle e Karine e três netos: João Vitor, Manoela e Eduarda.

Quando será o velório de Guerrinha?

Até a manhã de quarta-feira (28), o Grupo RBS ainda não havia divulgado informações sobre velório e sepultamento. Os detalhes da despedida deverão ser confirmados por familiares ou pelos canais oficiais da emissora.

Fontes: ge, GZH, Diário Gaúcho (entrevista de 2019) e Internacional.

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