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Camila Kfouri, filha dos jornalistas Juca Kfouri e Leda Kfouri, morreu em 26 de outubro de 2026, aos 48 anos. Psicóloga e psicanalista, ela também trabalhou como produtora audiovisual e DJ. A notícia foi confirmada pelo pai, em uma homenagem publicada no UOL. Até esta terça-feira (27), a causa específica da morte não havia sido divulgada.
Conhecida entre familiares e amigos como Cam, Camiloca e Joaninha, Camila era a única mulher entre os quatro filhos do casal. Seus irmãos são André, Daniel e Felipe Kfouri. Sua trajetória, porém, foi muito além do vínculo com o conhecido jornalista esportivo: ela participou de iniciativas de atendimento em saúde mental e ajudou a criar um projeto de psicanálise acessível em São Paulo.
Quem era Camila Kfouri, filha de Juca Kfouri?
Camila era formada em Psicologia e atuava como psicoterapeuta e psicanalista. Ao longo da carreira, integrou a Clínica Pública de Psicanálise e o Laboratório de Estudos da Violência e Vulnerabilidade Social da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Também foi uma das fundadoras da Clínica da Cidade, iniciativa de psicanálise pública criada durante a pandemia de covid-19.
Essa atuação foi registrada pela própria profissional em textos publicados pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. Sua história inclui ainda passagens pelo audiovisual e pela música, áreas lembradas por Juca Kfouri na despedida à filha.
A criação da Clínica da Cidade e o trabalho durante a pandemia
Um dos registros mais reveladores de sua carreira é o artigo “Dorme a cidade. Resta um coração”, escrito por Camila e publicado em março de 2021 pelo blog do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.
No relato, ela contou que a ideia da Clínica da Cidade surgiu em 2020, após um paciente ligado à Ocupação 9 de Julho, em São Paulo, procurar orientação sobre atendimento para moradores que enfrentavam sofrimento psíquico. Diante da dificuldade de encontrar encaminhamentos, Camila reuniu profissionais interessados em ampliar o acesso à psicanálise.
Segundo a própria autora, o grupo iniciou atendimentos individuais e desenvolveu iniciativas como o “Luto à Distância”, destinado à escuta de pessoas que enfrentavam perdas durante a pandemia, e o “Mutirão de Escuta”, voltado a encontros de acolhimento. O texto mostra a importância que ela atribuía ao cuidado coletivo e à possibilidade de atendimento para públicos que encontravam barreiras no acesso à saúde mental.
Camila também participou de uma publicação coletiva do Instituto Sedes Sapientiae, em abril de 2021, sobre os desafios da clínica e das relações humanas durante o isolamento.
Camila Kfouri também trabalhou com cinema e música
Antes e além de sua atuação em consultório e projetos de psicanálise, Camila trabalhou na Conspiração Filmes, produtora audiovisual brasileira, e atuou como DJ de música brasileira. Na homenagem à filha, Juca destacou a diversidade de suas experiências profissionais, as amizades e o vínculo com seus pacientes.
Não há, nas fontes consultadas, uma lista pública verificada de produções audiovisuais assinadas por Camila. Por isso, não é possível atribuir a ela filmes ou séries específicos sem documentação adicional.
Qual foi a causa da morte de Camila Kfouri?
A causa exata da morte de Camila Kfouri não foi informada publicamente. Na coluna publicada em 26 de outubro, Juca Kfouri afirmou que a filha enfrentou problemas de saúde ao longo da vida. Entre as condições mencionadas por ele estão disfunção da glândula suprarrenal e neuropatia diabética, além de dificuldades relacionadas à alimentação e de uma cirurgia bariátrica.
O jornalista também recordou que, aos seis anos, Camila presenciou o avô paterno ser baleado durante um assalto em frente à residência da família. Em seu relato, ele associou o episódio traumático a dificuldades de saúde posteriores. Essa é a descrição feita pelo pai, e não uma confirmação médica de que o episódio ou qualquer condição específica tenha causado a morte.
O que Juca Kfouri disse sobre a morte da filha?
Em um texto intitulado “A dor devastadora da perda de Camila”, publicado na noite de segunda-feira (26), o jornalista iniciou a despedida com a frase: “Perdi hoje uma das paixões de minha vida.”
Ao recordar a carreira e as relações pessoais de Camila, Juca a chamou pelos apelidos carinhosos usados pela família. No encerramento, escreveu: “Só sei que a levarei comigo até o fim.”
Amigos também lamentaram a morte. A artista Rita Wainer, que mantinha uma amizade de mais de três décadas com Camila, publicou uma homenagem nas redes sociais, conforme relatos da imprensa.
Quando foi o velório de Camila Kfouri?
O velório de Camila foi marcado para terça-feira, 27 de outubro de 2026, das 11h às 15h, no Cerimonial Pacaembu, em São Paulo. A cremação estava prevista para as 16h30, no Crematório Vila Alpina, também na capital paulista, de acordo com informações publicadas pela Veja São Paulo.
Camila deixa uma trajetória registrada em projetos de cuidado psicológico, na produção cultural e em textos que ela mesma publicou sobre tornar a escuta clínica mais acessível.

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