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PS5 com Linux roda jogos de PC perto do desempenho nativo

Digital Foundry testou o PS5 com uma versão adaptada do Linux e encontrou resultados surpreendentes em jogos como Black Myth: Wukong, Crimson Desert e Pragmata

PS5 com Linux roda jogos de PC perto do desempenho nativo

Nesta matéria

  1. 01 PS5 com Linux depende de exploit e firmware antigo
  2. 02 Black Myth: Wukong teve resultado quase idêntico ao do PS5 nativo
  3. 03 Crimson Desert também impressionou, apesar de problemas visuais
  4. 04 Pragmata mostrou diferenças mais perceptíveis
  5. 05 Digital Foundry diz que resultado surpreendeu
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Editoria PlayStation
Publicado maio 6, 2026
Leitura 3 min
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  • O resultado chama atenção porque reforça como o hardware da Sony pode se comportar de forma muito parecida com um computador tradicional quando recebe um sistema adaptado para isso.
  • A versão do Linux usada nos testes foi criada pelo pesquisador de segurança Andy Nguyen e pode ser instalada por meio de um exploit já conhecido publicamente.
  • No entanto, há uma limitação importante: o processo só funciona em consoles com firmware 4.5 ou inferior.
  • De acordo com a Digital Foundry, a versão de PC rodando no PS5 com Linux entregou uma experiência praticamente equivalente à edição nativa do console em 99,9% do tempo.

Desde a geração PS4 e Xbox One, consoles e PCs ficaram cada vez mais próximos em arquitetura. Mas um novo teste mostra que essa semelhança pode ir além do que muita gente imaginava. Segundo experimentos feitos pela Digital Foundry, o PS5 rodando Linux conseguiu executar jogos de PC com desempenho muito próximo ao de versões nativas do próprio console.

O resultado chama atenção porque reforça como o hardware da Sony pode se comportar de forma muito parecida com um computador tradicional quando recebe um sistema adaptado para isso.

PS5 com Linux depende de exploit e firmware antigo

A versão do Linux usada nos testes foi criada pelo pesquisador de segurança Andy Nguyen e pode ser instalada por meio de um exploit já conhecido publicamente. No entanto, há uma limitação importante: o processo só funciona em consoles com firmware 4.5 ou inferior.

Também existe outra restrição no estado atual da adaptação. Segundo o teste, o sistema ainda não consegue operar corretamente acima de 1080p. Ao ultrapassar essa resolução, o sinal de vídeo simplesmente desaparece.

Mesmo com essas limitações, a Digital Foundry conseguiu usar a camada de compatibilidade Proton para rodar jogos de PC no aparelho, e foi justamente aí que os resultados começaram a surpreender.

Black Myth: Wukong teve resultado quase idêntico ao do PS5 nativo

Um dos destaques do teste foi Black Myth: Wukong. De acordo com a Digital Foundry, a versão de PC rodando no PS5 com Linux entregou uma experiência praticamente equivalente à edição nativa do console em 99,9% do tempo.

O veículo aponta que a versão para PC fica mais sensível ao consumo de memória RAM, mas, na prática, conseguiu se aproximar muito do nível visual e da performance vistos no hardware rodando o game de forma oficial.

Crimson Desert também impressionou, apesar de problemas visuais

Em Crimson Desert, a experiência também foi bastante positiva. A Digital Foundry relatou alguns problemas na renderização do céu, que podem estar ligados a limitações de CPU, mas ainda assim o desempenho geral ficou próximo do esperado para o console.

Segundo os testes, o título alcançou algo em torno de 98,9% de semelhança em relação ao comportamento da versão nativa base do PS5.

Pragmata mostrou diferenças mais perceptíveis

Nem todos os jogos, porém, se comportaram no mesmo nível. Em Pragmata, as diferenças ficaram mais claras. Enquanto a versão nativa do game para PS5 roda a 60 fps estáveis no modo desempenho, a edição baseada em Proton apresentou quedas mais perceptíveis, especialmente a partir da segunda fase.

A suspeita é de que o gargalo, nesse caso, esteja ligado novamente a restrições de RAM.

Digital Foundry diz que resultado surpreendeu

A própria Digital Foundry afirmou ter ficado surpresa com o nível alcançado, especialmente em jogos third party. Ao mesmo tempo, o veículo não acredita que esse comportamento deva se repetir com a mesma facilidade em títulos first party da Sony.

A justificativa é que, no PC, muitos jogos da própria PlayStation costumam exigir placas de vídeo mais fortes do que a GPU presente no console para manter desempenho equivalente.

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