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Você PRECISA jogar Like A Dragon Pirate Yakuza In Hawai – Review

Jogar um Yakuza é sempre uma experiência diferente de quase tudo que você já experimentou na indústria de games. Você embarca em uma...

Por Gregory Felipe há 1 ano
Nota
N/A

Vale a pena?

Jogar um Yakuza é sempre uma experiência diferente de quase tudo que você já experimentou na indústria de games. Você embarca em uma...

Jogar um Yakuza é sempre uma experiência diferente de quase tudo que você já experimentou na indústria de games. Você embarca em uma jornada repleta de características distintas, que vão de roteiros maduros e robustos até minijogos malucos e momentos completamente cômicos.

Like A Dragon Pirate Yakuza In Hawai parte para um lado ainda mais louco da saga. Apesar de não ser exatamente um spin-off, o jogo também funciona de maneira isolada, sendo até mesmo uma boa entrada para novatos que desejam conhecer a franquia. Neste cenário, Pirate Yakuza se permite explorar ainda mais as maluquices da saga, mas sem abrir mão de um conteúdo robusto e repleto de momentos incríveis.

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Majima no auge de sua vida

Em Like A Dragon Pirate Yakuza In Hawai, Goro Majima retorna como uma versão \”diferente\”. Acordando em uma ilha, o personagem amado pelos fãs não lembra nem sequer do próprio nome. Sem spoilers para não comprometer a experiência, me limitarei a falar apenas que, dessa maneira, o jogo te coloca em uma aventura bastante diferente de tudo o que você já viu dentro da franquia.

Rapidamente, Majima entende como as coisas funcionam neste lugar desconhecido e descobre peculiaridades interessantes, que envolvem piratas, barcos e até mesmo tesouros. Tornando-se capitão do próprio navio, Goro Majima, talvez em sua melhor versão até agora, se joga no mar enquanto tenta se tornar uma lenda ao lado de sua tripulação.

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Imagem: Game Overdrive / Gregory Felipe

Um dos grandes trunfos do jogo é justamente a forma como tudo \”faz sentido\” dentro da loucura. Existe uma explicação para cada situação fora do comum e cada peculiaridade que você encontra aqui. Muitas vezes, a explicação pode não ser exatamente lógica, mas ela está lá e dá base para que você goste do que está experimentando.

Dentro disso, temos uma ótima versão de Majima. Muito provavelmente no auge de sua vida, Goro aproveita ao máximo o Havaí, o que faz com que o jogador também aproveite. Enquanto isso, a trama ocorre de maneira satisfatória e cômica. Sim, é verdade que você pode sentir que a complexidade às vezes é deixada de lado, e este é um Yakuza com um enredo mais leve. No entanto, como o game rapidamente sabe vender \”seu peixe\”, você entende o que os desenvolvedores quiseram entregar aqui e, por esse motivo, fica satisfeito com a trama e seus acontecimentos.

Muita diversão

Se você já jogou outros Like a Dragon (Yakuza), sabe que conteúdo é o que não falta nos títulos da franquia. Felizmente, Pirate Yakuza não peca nesse sentido. O mundo do jogo é um grande playground, onde tudo é muito divertido e todas — ou quase todas — as atividades têm utilidade e vão te manter motivado a cumpri-las.

Enquanto avança na campanha, você facilmente se perde em regiões como Honolulu e Madlantis, já que o conteúdo robusto e chamativo é um convite constante para explorar e realizar atividades variadas. Muito além do tradicional karaokê ou das divertidíssimas corridas de kart, o jogo entrega uma grande quantidade de minigames. Um ponto muito interessante é que esses minigames justificam a própria existência. Não existe nada \”feito de qualquer jeito\”, apenas com a pretensão de compor a experiência de forma descuidada.

Até mesmo cozinhar é divertido, enquanto outras atividades, como a Entrega Doida, brilham ainda mais, com mecânicas mais elaboradas e um desafio divertido para o jogador. Até mesmo o simples ato de cumprimentar NPCs para adicioná-los no Aloha Link – algo já conhecido – é útil para seu progresso no jogo.

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Imagem: Game Overdrive / Gregory Felipe

Novidades elevam o nível do combate

Like A Dragon Pirate Yakuza In Hawai leva a franquia ao seu mais alto nível no combate. Enquanto aproveita muito de jogos anteriores, o título também traz novidades que tornam a gameplay muito mais fluida e potencializam a ação.

Sim, vivemos um momento em que a mesmice toma conta da indústria, e muitas franquias pecam justamente pela falta de inovação. Porém, Like a Dragon ainda não está nesse barco. Os desenvolvedores seguem tentando inovar e aprimorar o que já foi feito anteriormente, ainda que o que já tenha sido estabelecido continue funcionando MUITO BEM.

Em Pirate Yakuza, você tem duas posturas diferentes que deixam tudo variado, enquanto Majima é capaz de realizar muitos movimentos para liquidar seus inimigos. Cabe ao jogador decidir qual dos estilos é melhor — e mais divertido — para cada situação.

Lutar na postura Cachorro Louco lembra algo mais padrão da franquia, enquanto Majima usa muito seus punhos e golpes tradicionais. Já a postura Lobo do Mar é totalmente voltada para a temática do jogo. Nesta postura, Majima vira um verdadeiro pirata, com direito a espadas bucaneiras, pistola e um visual característico de um capitão.

Agora, você é capaz de realizar combos aéreos, o que torna o combate consideravelmente mais fluido para jogadores que já experimentaram os títulos anteriores. A diferença é percebida nos primeiros segundos em que você testa a nova mecânica e nota que o ritmo da ação agora está muito mais interessante do que já era.

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Imagem: Game Overdrive / Gregory Felipe

Além disso, como Lobo do Mar, você também pode usar instrumentos que invocam criaturas místicas para ajudar no combate. Um toque de maluquice extremamente funcional e, obviamente, muito LEGAL. É importante lembrar que essa habilidade só pode ser utilizada quando está carregada, pois é um especial — algo que acredito ter sido a escolha certa para introduzir a novidade.

Upar ambas as posturas e utilizá-las por horas e horas não se torna cansativo… pelo menos não facilmente. Like a Dragon sempre foi, e acredito que sempre será, uma franquia muito única. Aceitar suas loucuras e se envolver com a proposta do jogo é crucial para que você mantenha o interesse até o fim da jornada — e fique querendo mais. Considerando que você se interessará pelo que temos em Pirate Yakuza, o que eu acho muito provável, posso afirmar que o combate aqui é o suficiente para te entreter não apenas durante a campanha principal, mas também durante inúmeras horas de conteúdo secundário que você adorará conferir.

Goro, o rei dos piratas

Like A Dragon Pirate Yakuza In Hawai obviamente precisava ter um grande foco na temática… pirata. E, neste ponto, os desenvolvedores mostram, mais uma vez, que sabem exatamente como explorar facetas completamente diferentes da franquia de sucesso.

Como falei no começo da review, todas as loucuras — inclusive a pirataria — vistas aqui são explicadas dentro do enredo. Sim, a explicação pode ser meio absurda, mas isso é Yakuza, certo?

No que diz respeito à gameplay, a temática pirata vai muito além da postura Lobo do Mar, já que agora também temos combates e exploração naval. Enquanto quer se tornar o rei dos piratas, Majima — ou seja, você — pode aprimorar seu barco Goromaru e torná-lo cada vez mais forte, assim como pode conseguir cada vez mais tripulantes através de diversas atividades secundárias.

Além da personalização e progressão, Goromaru também brilha nos combates navais. Você não encontrará nada muito complexo e complicado de entender. O que funciona é a simplicidade. Mecânicas funcionais dão ao jogador um bom controle sobre o navio pirata, enquanto você pode acertar inimigos com canhões laterais e também uma metralhadora dianteira.

Já na exploração naval, senti que o navio não é tão interessante quanto eu gostaria. No mar, assim como em terra, o jogo é um open-bairro, e você pode explorar diferentes regiões com o Goromaru. Para mim, o grande problema aqui é a velocidade do navio, que passa a sensação de ser bastante pesado e, certamente, lento. Felizmente, existe uma mecânica que permite aumentar a velocidade de locomoção de forma simples ao passar entre círculos espalhados pelo mar. Ainda assim, fiquei com a sensação de que a exploração naval poderia ser mais fluida para se tornar mais convidativa.

Enquanto o combate com o navio é muito funcional, a exploração naval não parece ter tido o mesmo cuidado, justamente em um jogo com uma temática na qual isso deveria ser realmente importante. De qualquer forma, nada tira o brilho da pirataria de Goro Majima. Inclusive, em sua jornada, Goro pode parar em diversas ilhas que contêm tesouros e oferecem um bom nível de desafio para os jogadores.

Nessas ilhas, você não pode utilizar consumíveis para recuperar a vida, então é sempre bom estar preparado para começar a caçada. Aqui, os desenvolvedores mostram novamente uma ótima criatividade. Explorar as ilhas é bacana e faz com que a parte naval do game não fique muito para trás das partes em terra no quesito conteúdo.

Veredito

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Imagem: Game Overdrive / Gregory Felipe

Like A Dragon Pirate Yakuza In Hawai é pura diversão. É simplesmente videogame. Um jogo que não tem vergonha de ser exatamente um… JOGO. Pirate Yakuza se permite mergulhar nas maiores loucuras da franquia e não tem a ambição de manter os pés no chão com medo do ridículo.

Com inúmeras horas de conteúdo, o título é um pacote completo para jogadores que buscam uma aventura leve, memorável e satisfatória. Se você está cansado de jogos enormes que não conseguem entregar atividades e missões cativantes o suficiente para justificar o tamanho exagerado da jornada, saiba que Pirate Yakuza faz justamente o oposto disso. Tudo aqui é justificado, e tudo te deixa com um gostinho de quero mais. Sendo fã ou não da franquia, você precisa jogar este jogo, pois ele é exatamente o que um videogame deve ser.

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