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Covid-19 volta a crescer no Brasil: quais estados têm alta e o que se sabe

Ministério da Saúde aponta seis semanas de crescimento, enquanto a Fiocruz identifica sinais de aumento de casos graves em cinco localidades

A Covid-19 voltou a apresentar sinais de crescimento no Brasil.
A Covid-19 voltou a apresentar sinais de crescimento no Brasil.
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A Covid-19 voltou a apresentar sinais de crescimento no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, os registros da doença mostram uma tendência de alta nas últimas seis semanas, com aumento identificado em 19 unidades da Federação. O cenário exige atenção, mas os dados disponíveis não indicam uma nova emergência sanitária nacional.

O alerta também aparece no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que identificou sinais de crescimento dos casos graves associados ao coronavírus em cinco unidades da Federação. Mesmo nessas localidades, a circulação da doença ainda se encontra em patamares relativamente baixos.

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Profissional de saúde usando equipamentos de proteção realiza coleta de exame para Covid-19 com swab nasal
Exame de Covid-19 realizado por profissional de saúde. Foto de arquivo de 2020: William Leite/Prefeitura de Itapevi, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

O que se sabe sobre o aumento de Covid-19 no Brasil?

O informe epidemiológico referente à semana de 25 a 31 de outubro de 2026, divulgado pelo Ministério da Saúde em novembro, indica crescimento recente nos registros de síndrome gripal causada pela Covid-19.

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Até 4 de novembro, o país havia notificado 118.851 casos de síndrome gripal associados à doença em 2026. Esse número representa notificações registradas no sistema de vigilância e não o total de pessoas infectadas, já que nem todos os casos chegam aos serviços de saúde ou são testados.

As autoridades utilizam modelos estatísticos para corrigir atrasos nas notificações. Esses cálculos apontam uma tendência de aumento ao longo de seis semanas, embora a atividade da doença continue classificada em nível baixo em todas as unidades da Federação.

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Quais estados apresentam aumento de Covid-19?

O Ministério da Saúde identificou sinais estatísticos de crescimento da Covid-19 em 19 unidades da Federação:

  • Alagoas;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Minas Gerais;
  • Paraíba;
  • Paraná;
  • Pernambuco;
  • Piauí;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Sul;
  • Rondônia;
  • Roraima;
  • Santa Catarina;
  • São Paulo.

A probabilidade estatística de crescimento supera 95% em 16 dessas unidades. Maranhão, Piauí e Roraima apresentam probabilidade superior a 75%.

Isso não significa que todos esses locais enfrentem surtos de grandes proporções. O indicador aponta uma mudança de tendência, que precisa ser acompanhada nas próximas semanas.

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Onde os casos graves de Covid-19 estão aumentando?

O boletim InfoGripe, da Fiocruz, identificou sinais de crescimento dos registros de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados à Covid-19 em Mato Grosso, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

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A análise diferencia os casos comuns, que frequentemente causam sintomas leves, daqueles que evoluem para quadros respiratórios graves e podem exigir internação.

Apesar dos sinais de aumento, os indicadores ainda permanecem relativamente baixos. Além disso, a tendência nacional dos casos de SRAG provocados pelo conjunto dos vírus respiratórios não mostra uma aceleração generalizada.

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Atenção: a lista correta inclui Mato Grosso, não Mato Grosso do Sul. O Ministério da Saúde publicou uma correção no informe epidemiológico de novembro.

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Uma nova variante está causando o aumento?

Ainda não é possível afirmar que o crescimento esteja ligado a uma variante mais transmissível ou mais perigosa.

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O monitoramento genômico do Ministério da Saúde mostra a presença predominante da linhagem XFG e de suas descendentes entre as amostras sequenciadas em 2026. Entretanto, a circulação dessa linhagem não comprova, por si só, que ela seja a responsável pela alta recente.

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Até a atualização de 7 de novembro de 2026, os dados analisados também não demonstram que uma nova variante esteja provocando quadros mais graves em toda a população.

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Quais são os sintomas de Covid-19 em 2026?

Os sintomas continuam semelhantes aos observados nas ondas anteriores da doença. Entre os mais comuns estão:

  • Febre e calafrios;
  • Tosse;
  • Dor de garganta;
  • Coriza ou congestão nasal;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Cansaço e indisposição.

Algumas pessoas também podem apresentar alterações no olfato ou paladar e sintomas gastrointestinais. Como os sinais se confundem com os de gripe e outros vírus respiratórios, a avaliação clínica e a testagem ajudam a identificar a causa.

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Quando procurar atendimento? Falta de ar, dor ou pressão persistente no peito, confusão mental, dificuldade para permanecer acordado e sinais de baixa oxigenação são motivos para procurar assistência médica imediatamente.

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O que fazer se testar positivo para Covid-19?

A recomendação do Ministério da Saúde para pessoas sem imunossupressão e com sintomas leves é permanecer em isolamento por cinco dias contados desde o início dos sintomas, desde que a pessoa esteja há pelo menos 24 horas sem febre, sem utilizar antitérmicos, e com melhora dos sintomas respiratórios.

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Depois desse período, a orientação é manter cuidados adicionais até o décimo dia, como utilizar máscara bem ajustada, preferencialmente PFF2, e evitar contato próximo com pessoas mais vulneráveis.

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Para pessoas imunocomprometidas ou com quadros graves, os prazos e cuidados são diferentes e devem seguir orientação médica.

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A vacina contra Covid-19 continua sendo recomendada?

Sim. A vacinação continua sendo uma das principais medidas para reduzir o risco de hospitalização e morte pela doença, especialmente entre idosos e pessoas com maior vulnerabilidade.

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O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 prevê doses periódicas para idosos a partir de 60 anos, vacinação durante a gestação e imunização de crianças pequenas, além de esquemas específicos para pessoas imunocomprometidas e outros grupos prioritários.

Frasco de vacina contra a Covid-19 produzido pela Fiocruz, fotografado durante campanha de imunização em 2021
A vacinação permanece importante na prevenção de formas graves da Covid-19. Imagem de arquivo de 2021, que não representa necessariamente as formulações utilizadas em 2026. Foto: Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas, via Wikimedia Commons.

Quem faz parte dos grupos prioritários deve consultar a unidade básica de saúde para verificar se há alguma dose indicada ou em atraso.

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O Brasil corre risco de uma nova onda de Covid-19?

A alta recente indica que o coronavírus continua circulando e pode provocar novos períodos de aumento de casos. No entanto, os números atuais não permitem concluir que o país esteja entrando em uma onda semelhante às registradas durante a fase mais crítica da pandemia.

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O acompanhamento das próximas semanas será importante para verificar se a tendência de crescimento continua, se alcança outras regiões e se passa a pressionar os serviços de saúde.

Por enquanto, a avaliação mais consistente é de atenção e monitoramento, sobretudo para proteger idosos, pessoas com imunossupressão e pacientes com outras condições de risco.

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Fontes oficiais

Fontes: commons.wikimedia.org e gov.br.

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