Beast of Reincarnation roda bem, mas ainda não entrega uma experiência igualmente estável em todas as plataformas. O novo RPG de ação da Game Freak estreou em 4 de agosto para PS5, PS5 Pro, Xbox Series X|S e PC, e os primeiros testes mostram um cenário curioso: máquinas potentes conseguem levar o jogo a taxas altas de quadros, enquanto alguns consoles enfrentaram quedas e stutters suficientemente sérios para provocar um patch emergencial logo no lançamento.
Isso não significa que todas as versões estejam quebradas. No Xbox, por exemplo, uma atualização de aproximadamente 32 GB liberada poucas horas após a estreia atacou justamente quedas de FPS e travamentos observados na versão analisada antes do lançamento. Já no PC, configurações fortes conseguem passar confortavelmente dos 60 FPS, mas os requisitos oficiais deixam claro que Beast of Reincarnation é um jogo exigente.
O cenário ainda pode mudar rapidamente. A Game Freak já anunciou que pretende lançar uma série contínua de atualizações para Beast of Reincarnation, então números registrados na primeira semana não devem ser tratados como definitivos.
Beast of Reincarnation roda bem?
Na maior parte do tempo, sim, principalmente no modo Performance das máquinas mais potentes. O problema é a consistência. Os testes publicados até agora encontraram oscilações maiores no modo de qualidade e problemas de stutter no lançamento, especialmente no Xbox antes da atualização emergencial.

O ponto importante é separar três coisas: taxa média de quadros, quedas pontuais e qualidade da imagem. Um jogo pode permanecer perto dos 60 FPS durante boa parte do tempo e ainda apresentar travamentos perceptíveis durante exploração, carregamento de áreas ou cenas mais pesadas.
É justamente por isso que o caso lembra outros comparativos técnicos recentes. No Game Overdrive, já mostramos como diferentes modos gráficos podem mudar bastante a experiência entre PS5, PS5 Pro e Xbox, mesmo quando o alvo nominal de FPS é o mesmo.
Como Beast of Reincarnation roda no PS5?
No PS5 padrão, a situação é menos problemática do que alguns relatos iniciais poderiam sugerir, mas também não há evidência suficiente para chamar a versão de perfeita. Jogadores têm relatado experiências diferentes conforme modo gráfico, região e situação do jogo.
O combate de Beast of Reincarnation depende bastante de parries e respostas rápidas, então priorizar a configuração voltada a desempenho tende a fazer mais sentido do que buscar a maior qualidade visual possível. O próprio jogo ainda tem uma configuração separada para as cinemáticas: o modo Cinematic limita essas sequências a 24 FPS, enquanto a opção Performance remove essa apresentação deliberadamente cinematográfica.

Essa escolha chamou atenção justamente porque o gameplay permanece separado do limite das cutscenes. A GameSpot confirmou que o modo Cinematic aplica 24 FPS às cenas, e a Game Freak já indicou que uma atualização mudará a configuração padrão das cinemáticas para Performance.
Por enquanto, a recomendação para quem joga no PS5 é simples: priorize Performance se a fluidez do combate for mais importante para você. A versão pode sofrer oscilações, mas não há indicação de que o PS5 base seja incapaz de entregar uma experiência jogável.
E no PS5 Pro?
Beast of Reincarnation aparece oficialmente como PS5 Pro Enhanced na PlayStation Store. A página oficial da PlayStation confirma o suporte aprimorado ao PS5 Pro, embora não detalhe resolução interna, reconstrução de imagem ou todos os alvos de desempenho de cada modo.
Na prática, isso significa que não vale transformar números isolados de vídeos ou relatos de jogadores em especificações oficiais. Comparações publicadas depois da estreia mostram que o Pro também pode apresentar quedas em cenas pesadas, portanto o selo “PS5 Pro Aprimorado” não significa 60 FPS completamente travados em qualquer situação.
O hardware extra ainda dá ao Pro uma margem maior para imagem e desempenho, mas não elimina automaticamente os problemas de otimização do jogo. Para entender as diferenças gerais entre as máquinas da Sony, o Game Overdrive também tem um comparativo completo entre PS5 e PS5 Pro.
Como roda no Xbox Series X?
O Xbox Series X teve o lançamento técnico mais conturbado entre as versões documentadas por veículos especializados, mas há uma ressalva importante: boa parte dos testes mais problemáticos foi realizada antes do patch de lançamento.

Em uma build prévia, a Windows Central encontrou quedas extremamente severas durante a exploração em áreas abertas. O veículo testou uma versão anterior à atualização disponibilizada no lançamento, portanto esses resultados não representam necessariamente a situação atual.
Depois da estreia, um comparativo acompanhado pela Pure Xbox encontrou dois modos no Series X. No material anterior ao patch, o modo Performance permanecia próximo dos 60 FPS na maior parte do tempo, enquanto o Quality oscilava aproximadamente entre 45 e 60 FPS.
A situação mudou poucas horas depois. O Xbox recebeu uma atualização emergencial de cerca de 32 GB voltada justamente a quedas de quadros e stutters, e as primeiras impressões após o update indicaram melhora significativa.
Por isso, o modo Performance é hoje a escolha mais segura no Series X. O Quality entrega vantagem visual, mas a variação de frame rate torna o ganho menos interessante para um RPG com combate baseado em tempo de reação.
Xbox Series S consegue rodar Beast of Reincarnation a 60 FPS?
Consegue chegar perto dos 60 FPS em Performance, mas é a versão com as concessões mais evidentes. O Series S também oferece opções gráficas, porém trabalha com uma imagem consideravelmente mais suave do que a do Series X.
Nos testes anteriores ao patch acompanhados pela Pure Xbox, o Performance conseguia alcançar a região dos 60 FPS em boa parte do gameplay. O modo voltado à qualidade apresentava oscilações maiores, enquanto a diferença de nitidez para o Series X era perceptível.
Também surgiram relatos de jogadores sobre carregamento tardio de texturas, imagem borrada e quedas durante áreas mais exigentes. Esses relatos são úteis para identificar um padrão de reclamações, mas não devem ser tratados como medições laboratoriais.
O resultado é que o Series S roda o jogo, mas exige mais tolerância a cortes visuais e possíveis oscilações. Para quem já assina o Game Pass, há pelo menos a vantagem de poder testar o título sem comprar separadamente: a página oficial do Xbox confirma suporte a Series X|S e Game Pass.
Beast of Reincarnation roda bem no PC?
No PC, a resposta depende muito mais do hardware. Em máquinas fortes, o jogo consegue entregar números bastante superiores aos consoles. A TechRadar testou uma RTX 4080 Super e registrou cerca de 75 a 90 FPS em 4K com DLSS no modo Quality, além de desempenho acima dos 90 FPS em 1440p na maior parte do teste.
Outro teste feito pela Windows Central com uma RTX 5080, Ryzen 7 9800X3D e 64 GB de RAM passou dos 90 FPS em 4K, configurações máximas, ray tracing e DLSS Quality. Até um notebook com RTX 4060 conseguiu números elevados em 1080p durante o teste do veículo.
Isso não quer dizer que a versão para PC esteja livre de ressalvas. A TechRadar encontrou quedas em situações com muitos inimigos e desempenho bem mais apertado em hardware portátil. Jogadores também relataram traversal stutter e pequenas interrupções ao entrar em novas áreas.
Quais são os requisitos de Beast of Reincarnation no PC?
Os requisitos oficiais são um bom sinal de quanto o jogo depende de reconstrução de imagem. Segundo a página de Beast of Reincarnation na Steam, até os alvos divulgados pela Game Freak consideram DLSS ou FSR.
- Mínimo: Core i5-8400 ou Ryzen 5 3600, 16 GB de RAM e GTX 1070 8 GB ou RX 580 8 GB;
- Meta mínima: 1080p, qualidade baixa e aproximadamente 40 FPS usando upscaling em Performance;
- Recomendado: Core i7-12700K ou Ryzen 7 5800X, 16 GB de RAM e RTX 3060 12 GB ou RX 6700 XT 12 GB;
- Meta recomendada: 1080p, qualidade média e 60 FPS também utilizando DLSS ou FSR em Performance;
- Armazenamento: 45 GB, com SSD obrigatório.
O detalhe que chama atenção é justamente a dependência de upscaling até para 1080p. Uma RTX 3060 de 12 GB é listada para alcançar 60 FPS em qualidade média com reconstrução de imagem, portanto computadores próximos do mínimo podem precisar aceitar qualidade visual reduzida.
Qual é a melhor plataforma para jogar Beast of Reincarnation?
Um PC potente oferece hoje a maior margem de desempenho, especialmente com placas capazes de usar DLSS em 1440p ou 4K. Nos consoles, PS5 Pro, PS5 e Xbox Series X entregam experiências mais equilibradas quando o modo Performance é priorizado.
O Series S ocupa a última posição em qualidade visual. Ele consegue taxas altas de quadros em determinados cenários, mas a resolução e a nitidez sofrem mais para chegar lá.

O Series X merece uma observação especial: os relatos mais alarmantes vieram da versão anterior ao patch emergencial. Portanto, não faz sentido afirmar que aquelas quedas extremas continuam acontecendo da mesma forma depois da atualização de lançamento.
Game Freak vai corrigir os problemas de desempenho?
A desenvolvedora já confirmou que Beast of Reincarnation receberá atualizações contínuas. A primeira leva anunciada inclui ajustes de câmera, aumento do tamanho dos textos, mudanças no ritmo da história, correções de bugs e a troca da configuração padrão das cinemáticas de Cinematic para Performance.
Nem todos os problemas técnicos foram detalhados individualmente, mas o fato de o Xbox ter recebido um patch emergencial poucas horas depois da estreia mostra que a versão de lançamento não é o ponto final do trabalho de otimização.
Por enquanto, a conclusão é menos dramática do que “Beast of Reincarnation roda mal”. O jogo roda bem em hardware forte e consegue mirar 60 FPS nos consoles, mas ainda apresenta inconsistências suficientes para justificar os patches. Quem prioriza fluidez deve escolher Performance nos consoles; quem joga no PC terá resultados muito mais dependentes da GPU, CPU e do uso de DLSS ou FSR.
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