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Tomb Raider IV-VI Remastered é um salto charmoso ao passado – Review

A Aspyr tem se especializado em reviver clássicos dos anos 90 e 2000, e agora chegou a vez de Tomb Raider IV-VI Remastered . A coletânea...

Por Murilo Rodrigues há 1 ano
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Vale a pena?

A Aspyr tem se especializado em reviver clássicos dos anos 90 e 2000, e agora chegou a vez de Tomb Raider IV-VI Remastered . A coletânea...

A Aspyr tem se especializado em reviver clássicos dos anos 90 e 2000, e agora chegou a vez de Tomb Raider IV-VI Remastered. A coletânea traz os jogos The Last Revelation (1999), Chronicles (2000) e The Angel of Darkness (2003) para PC, PS5, PS4, Xbox Series X|S, Xbox One e Nintendo Switch, com gráficos renovados e algumas melhorias na jogabilidade. Mas, apesar do carinho no visual, a experiência ainda carrega algumas frustrações – principalmente nos controles.

Confira a review de Tomb Raider IV-VI Remastered

Visual impressiona, mas as cutscenes entregam a idade…

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Foto: Game Overdrive

Se tem algo que a Aspyr acertou, assim como na primeira coletânea, foi no visual. As remasterizações trouxeram texturas mais detalhadas, iluminação aprimorada e cenários com muito mais profundidade. Em The Last Revelation, por exemplo, os templos egípcios agora parecem realmente antigos e misteriosos, com fachos de luz entrando pelas rachaduras e tochas iluminando os corredores de pedra. Os modelos de personagens também foram ajustados, mantendo o estilo original, mas com mais detalhes.

Outro ponto positivo é a opção de alternar entre os gráficos antigos e os remasterizados a qualquer momento. A diferença é gritante, especialmente nos jogos de PS1 (The Last Revelation e Chronicles), que tiveram um salto muito maior do que The Angel of Darkness, de PS2.

Mas nem tudo ficou bonito. As cutscenes em FMV (full motion video) de Tomb Raider IV-VI Remastered continuam do jeito que eram nos anos 2000, sem qualquer melhoria na resolução. O contraste entre elas e os gráficos remasterizados chega a ser estranho – seria ótimo se tivessem dado um tratamento nessas cenas para combinar melhor com o novo visual.

Controles modernizados… mas nem tanto

Se você jogou os três primeiros Tomb Raider remasterizados, já sabe que os controles modernizados são um ponto polêmico. Em Tomb Raider IV-VI Remastered, a Aspyr tentou melhorar a movimentação para torná-la mais fluida, adicionando alguns movimentos novos, como um deslize para correr e animações diferentes ao se pendurar em bordas. A ideia era reduzir aquelas quedas frustrantes que aconteciam nos jogos originais, e nesse ponto, funciona bem.

O problema é que os comandos não conversam tão bem com o jogo. No tutorial de The Last Revelation, por exemplo, Von Croy dá instruções do tipo \”use a ação para sair da água\”, mas o botão indicado não funciona. Depois de algumas tentativas, você descobre que a ação foi mapeada para outro comando sem qualquer explicação. Isso acontece várias vezes, o que torna o esquema moderno mais confuso do que deveria ser.

Outro incômodo é o giro de 180 graus, que agora exige apertar dois botões ao mesmo tempo de uma forma nada intuitiva. Parece um detalhe pequeno, mas em momentos de plataforma ou combate, isso faz diferença.

Para quem já estava acostumado com os controles \”tanque\” dos jogos originais, essa tentativa de modernização pode até atrapalhar mais do que ajudar. Inclusive, há a opção de jogar com os controles \”do passado\”. Para mim, ambas as tentativas foram experiências, digamos assim, um tanto frustrantes.

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Foto: Game Overdrive

O melhor modo foto de uma remasterização

Se os controles modernizados são questionáveis, o modo foto de Tomb Raider IV-VI Remastered é um dos destaques da coletânea. Agora é possível mudar poses, expressões faciais, roupas e até armas da Lara para criar imagens personalizadas. E o mais impressionante: a Aspyr adicionou um Flyby Camera, uma ferramenta que permite posicionar câmeras pelo cenário e criar sequências cinematográficas, ajustando ângulos e efeitos.

É algo que vai além de um simples modo foto – dá literalmente para criar animações inteiras dentro do jogo. A única decepção é que essa funcionalidade não está disponível em The Angel of Darkness.

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Foto: Game Overdrive

Vale a pena jogar?

Tomb Raider IV-VI Remastered faz um ótimo trabalho ao atualizar o visual desses clássicos, mantendo a essência dos jogos originais. A possibilidade de alternar entre os gráficos antigos e novos é um grande acerto, e o modo foto é um dos mais completos já vistos em uma remasterização.

Por outro lado, os controles modernizados ainda precisam de ajustes. A falta de um mapeamento mais intuitivo e a dificuldade de adaptação aos novos comandos podem gerar frustração, principalmente para quem não tem experiência com os jogos antigos.

Se você é fã da série ou já jogou os títulos originais, a nostalgia e as melhorias gráficas fazem valer a pena o retorno ao passado. Mas se está chegando agora e espera uma experiência mais fluida, pode ser necessário um pouco de paciência para se acostumar com a jogabilidade (pelo menos foi esse o meu caso).

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