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Assassin’s Creed: do pior ao melhor jogo da franquia

O trailer de apresentação de Assassin’s Creed: Shadows está aí e nada melhor do que aproveitar o hype que a franquia oferece para reviver...

Deco Campos Deco Campos há 2 anos
Nota N/A

Leitura crítica

O trailer de apresentação de Assassin’s Creed: Shadows está aí e nada melhor do que aproveitar o hype que a franquia oferece para reviver...

O trailer de apresentação de Assassin’s Creed: Shadows está aí e nada melhor do que aproveitar o hype que a franquia oferece para reviver seus bons momentos.

Como um jogador apaixonado pela série e que investiu muito de seu tempo jogando e rejogando os jogos, tenho os meus títulos favoritos. Assim, decidi elaborar uma lista daqueles que considero os melhores games da série – o que deve desagradar muitas pessoas devido às minhas escolhas pessoais.

Mas é claro, uma lista de melhores jogos, filmes, jogadores de futebol, ou qualquer assunto, é algo sempre muito subjetivo. A minha intenção, aqui, é discutir quais os pontos altos e baixos e a razão que me levou a elencá-los nessa ordem (excluí alguns jogos que não saíram para as principais plataformas na época de lançamento, porque considero que não acrescentam muito para o Lore de AC).

Também não levei em consideração notas do Metacritic, tendo somente a minha experiência como jogador como critério.

Vamos lá!

13 – Assassin\’s Creed: Valhalla

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

O menos AC de toda a franquia, Valhalla está longe de ser um jogo ruim. Oferece muita diversão e exploração para o jogador, mas as decisões de sacrificar a composição artística em benefício de gráficos mais realistas foi um erro. Não me entenda mal, os gráficos são lindos e a representação da Inglaterra do século VII é magnífica.

Mas uma das características mais fortes da série são as apresentações de regiões e locais em que a conceituação artística favorece muito a imersão, o que não existe em Valhalla: qualquer lugar que você visita parece o mesmo. Além de tudo, as intermináveis horas e missões sem “alma” não contribuem para uma jornada apaixonada que se torna memorável ao fechá-la.

12 – Assassin\’s Creed: Odyssey

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

O fato de dois jogos da trilogia estarem entre os últimos, para mim, não significa que não sejam bons jogos. O problema de Odyssey está no escopo do mundo aberto: um mapa gigante e com muitas missões secundárias e atividades que vão fazer qualquer um passar das 100h fáceis no jogo. O desafio de um mundo aberto desse tamanho com tantas coisas a se fazer ter sentido não tem êxito, uma vez que todas essas atividades não estão ligadas à narrativa do game. Fora isso, tem um dos melhores combates da franquia!

Algo a se elogiar neste título é a possibilidade de poder jogar com Kassandra – a experiência com a protagonista é muito melhor e mais carismática do que quando se joga com Alexios.  

11- Assassin\’s Creed: Rogue

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

Rogue é um marco na história da série e muita gente o tem como seu preferido. Viver o outro lado da história é uma variação muito importante – podendo bisbilhotar o que \”acontece do outro lado da força\”.

Mas denegrir a imagem do outro lado me pareceu uma atitude um pouco forçada, afinal, passamos anos aprendendo o código dos assassinos para ser questionado em um jogo.

Há também o fato de que se trata de uma narrativa muito curta, talvez a menor da franquia, e que merecia mais aprofundamento para um personagem icônico como Shay Cormac (que pra muita gente é o melhor personagem – mas não para mim).

10 – Assassin\’s Creed: Syndicate

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

Um dos jogos mais subestimados de todos! A representação da Inglaterra Vitoriana está fantástica, é um dos grandes acertos da direção de arte da franquia, com suas regiões nobres brilhando à luz do sol e os locais mais pobres tomados pela miséria, poluição das fábricas, pela vilania e crianças submetidas ao trabalho escravo. A repetição do game não atrapalha a imersão, mas é uma pena que o vilão do game perca tanto sua força conforme a narrativa avança. Menção honrosa para a melhor DLC da franquia: Jack the Ripper.

9 – Assassin\’s Creed: III

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

Um dos melhores games da série, ofuscado pelo seu predecessor e com razão (falaremos mais sobre isso ainda). Mas Assassin’s Creed III tem um dos melhores protagonistas e ainda introduziu o conceito de combates navais (melhorado e consolidado depois). Seu remaster para PS4 e Xbox One é a melhor maneira de experimentar o game!

8 – Assassin\’s Creed: Revelations

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

Último jogo da trilogia de Ezio, Revelations tem uma das melhores narrativas. Consistente, sombrio, com um gameplay refinado, encantou-me da primeira e me traz muita nostalgia quando o jogo novamente. O ponto alto, como toda a trilogia, é a narrativa que prende do início ao fim – mas com uma história não tão interessante para Desmond, o protagonista fora do Animus.

7 – Assassin\’s Creed: Brotherhood

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Imagem: Reprodução/ Youtube

O game tem uma das melhores trilhas sonoras de toda a franquia. A tensão desse jogo é criada pela música. O parkour está melhorado, o combate mais refinado e a adesão da habilidade de assassinato contínuo é viciante. Um dos grandes momentos da franquia.

6- Assassin\’s Creed: Assassin’s Creed

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

O primeiro jogo da série tem gráfico e gameplay datados: o que vale aqui, no entanto, é como a direção de arte usa conceitos para representar as regiões: o azul para áreas dominadas pela presença repressiva dos guardas; amarelo e alaranjado para as áreas mais ricas da região. Esse jogo é um estudo de como a ambientação deve muito mais à conceituação artística do que os gráficos realistas (o que se opõe muito a Odyssey e Valhalla, principalmente). E ainda tem o Altair, que é um badass!

5 – Assassin\’s Creed: II

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

O segundo jogo consolidou a fórmula que conhecemos para a série. Um mapa cheio de ícones (para o bem e para o mal), com possibilidade de escolher entre fazer ou não as atividades (conceito abandonado na trilogia RPG) e com uma sandbox variada em que é possível visitar diversas cidades e curtir o clima de traições da Itália Renascentista ao lado de personalidades históricas apaixonantes como Caterina Sforza e Leonardo Da Vinci.

4 – IV – Black Flag

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

É uma obra-prima! O maior jogo de piratas de todos os tempos, Black Flag foi um respiro para a série ao consolidar as batalhas navais, dando um formato diferente ao gameplay que estava um pouco datado para a época.

Mas tudo nesse jogo é fantástico: o combate, o design de áreas que privilegiam o stealth, a história hiperbólica que cruza caminhos com o título anterior, as sequências de ação em perseguições contra inimigos (precisamos disso nos games atuais) que são cinematográficas… Apesar de gráficos muito datados, a direção de arte do jogo é sensacional: as paletas de cores quentes dão ao jogo a personalidade única para fazer de Cuba um imenso playground acalorado. Black Flag é um jogo que REALMENTE precisa de um remake!

3 – Mirage

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

É o retorno trifunal às raízes da franquia. Não que seja um game perfeito – ao contrário, mas faz muito bem tudo o que AC consolidou na série. Às vezes, parece sonho, outras vezes pesadelo: o uso da iluminação, das cores, das sombras, reforça ainda mais o agouro que persegue Basim. Passar todo o prólogo no mítico Alamut, onde os assassinos são criados e treinados, é uma realização. 

Além disso, a contribuição de um gameplay ao estilo clássico com uma árvore de habilidades e inventário trazidos do RPG dão uma personalidade própria ao game, abrindo a possibilidade de jogar de diferentes maneiras: você pode fazer runs inteiras no estilo ghost, stealth ou combate (o primeiro estilo é o meu preferido). A Bagdá amarelo-laranjada remete à Era do Ouro Islâmica! Outro grande trabalho em conceito de arte… Basim é um dos melhores protagonistas da série e merecia ter sua história aprofundada (mesmo que por uma narrativa simplista como esta).

2 – Assassin\’s Creed: Origins

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Imagem: Divulgação/Ubisoft

A melhor história de AC reside aqui: uma vingança pessoal que se transforma, mais tarde, em algo grandioso para a humanidade. Origins acerta também por reinventar a paleta de cores quentes utilizadas em Black Flag para criar um ambiente totalmente imersivo e com áreas (de novo) que favorecem o stealth, apesar de o estilo seguir mais o RPG. Aqui, a marca de gameplay da franquia ainda é respeitada e não obliterada em razão do novo estilo.

Bayek é o melhor protagonista entre todos os da série – tanto pelo seu drama pessoal, quanto pelo seu papel ao ser o originário, o predestinado, o desbravador do credo!

1 – Assassin\’s Creed: Unity

Ofuscado por um lançamento pra lá de problemático, Unity é o meu favorito. Um jogo muito além de seu tempo. O exemplo mais perfeito em que direção de arte e bons gráficos quando convergem dão um salto monstruoso a favor da imersão: fazer parkour com as ruas tomadas pela multidão, em uma espécie de pintura barroca, é fantástico!

A França, do período revolucionário ao contrarrevolucionário, é caracterizada de forma magistral: o povo faminto, a miséria nas ruas, pobreza e a nobreza saudosa pela monarquia muito bem situadas. Ouvir a Marselhesa entoada nas ruas arrepia até hoje.

A direção de arte escolheu paletas mais “lavadas” e toda a apresentação gráfica do game parece ter saído de uma pintura barroca.

O gameplay é o mais difícil de toda a série: o combate (para muita gente é estranho) é desafiador, o stealth ganha ares dramáticos e a necessidade de utilização de itens para ter sucesso em ambas empreitadas é mais urgente do que nunca.

O parkour é o melhor da franquia, com uma fluidez sem precedentes. Os mods que esse jogo possui provam que o game merece uma atenção especial da Ubisoft, como a CDPR fez com The Witcher na nova geração!

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